FELIZ ANO NOVO MEUS AMIGOS


domingo, 28 de março de 2010

E VIVA O BENFICA!...



ORA MEUS AMIGOS, PARA QUEM GOSTA DO BENFICA, AQUI FICAM ALGUMAS IMAGENS, QUE CERTAMENTE GOSTARÃO DE VÊR. EU PESSOALMENTE JÁ QUASE GASTEI O VIDEO. SENDO ASSIM VIVA O BENFICA. PARA OS AMIGOS SPORTINGUISTAS, PORTISTAS E DEMAIS CLUBES, OS MEUS RESPEITOSOS CUMPRIMENTOS. COMO ESTE BLOG SE DESTINA MAIS Á POESIA VOU ASSIM DESPEDIR-ME EM VERSO. SAUDAÇÕES ALADAS E VERMELHAS


JÁ QUE O LEÃO NÃO VOA
E DRAGÃO NÃO VAI CORRER
CHAMEM BOMBEIROS NA BOA
ELES VÃO SAÍR DE LISBOA
COM O RABINHO A ARDER.

GANHARAM, NÃO FOI Á TOA
MAS ALGUÉM VAI FICAR MUDO
VIERAM DE BRAGA NA BOA
AO ESTÁDIO DA LUZ EM LISBOA
VÊR BENFICA POR UM CANUDO.

sexta-feira, 26 de março de 2010

SELO COMENTARISTA EXCELENTE OFERECIDO PELO AMIGO EDUARDO ALEIXO.



Este selo tem a finalidade de homenagear os comentaristas que além da assiduidade dos comentários e do esmero com que são feitos, provocam-nos a necessidade de reflectir, aprender e - sobretudo - instigam as almas e as mentes na procura de conhecimentos e sabedoria.
Com este espírito, eu ofereço a todos os meus amigos que queiram levá-lo. A regra era escolher 15 amigos, mas eu não consigo escolher ou excluir alguém. Obrigado amigo Eduardo é que eu além de quebra regras não sei se o mereço. Beijos

quarta-feira, 24 de março de 2010

QUEM SOU?




Em dias de nostalgia
Instalada em peito meu
Pergunto á noite e ao dia
Mas afinal quem sou eu

Serei barco a naufragar
Que navegou lés a lés?
Ou serei concha do mar
À deriva nas marés?

Talvez seja uma andorinha
Que voou por tantas casas
Ou então uma avezinha
Que nunca soube ter asas

Ou então sou uma flor
Quando chega a noitinha
Espalha pétalas de amor
Na alma triste, sózinha

Devo ser sonho, ilusão
Desta alma tão carente
Que guarda no coração
Máguas do antigamente

E neste mundo demente
Que em tudo me marcou
Eu pensei que era gente
E descobri que não sou.

terça-feira, 16 de março de 2010

EU HOJE FUI VÊR O MAR



Eu hoje fui ver o mar
P'ra lavar a nostalgia
Nas pedras me fui sentar
Pois eu o queria olhar
Sem ele saber que o via

Assim a pensar na vida
Ouvi a vózinha do mar
Me observou de seguida
Me disse, assim vestida
Não me podia beijar

Disse-lhe que estava gelado
Estava fria a manhãzinha
Então ficou, todo amuado
Por eu estar do outro lado
Sem me chegar á beirinha

Ao vêr-me ficar p'rá noitinha
Em sussurro, disse a cantar
Que o Sol e uma estrelinha
Iam pôr a água morninha
Para eu me poder banhar

Despi-me e com ousadia
Corri nua, na praia ao luar
Lavei minh'alma sombria
E antes de nascer o dia
Eu fiquei, amante do mar.

domingo, 7 de março de 2010

ABRI AS PORTAS À VIDA



Abri as portas à vida
E fechei atrás de mim
A vida outrora vivida
E nela escrevi um fim

Sequei meu rio de dor
Caminhei até mais não
E nas pétalas d'uma flor
Enxuguei meu coração

Na força do meu querer
Deixei de me procurar
Nas ondas do meu viver
Eu vivo p'ra me encontrar

Neste barco da esperança
Vou navegando sem norte
Nos meus sonhos de criança
Quem escreveu minha sorte?

Nos sonhos que eu sonhei
Ficaram desertos na rua
E nas flores que eu criei
Forrei a minha alma nua

E no cais do desamor
Onde me sinto perdida
Fechei a janela à dor
E abri as portas à vida.

segunda-feira, 1 de março de 2010

MINHAS MÁGOAS




Eu dissolvi na areia
As mágoas, o meu penar
Lavei-as na lua cheia
E enxuguei-as no mar

Nas águas soltas d'um rio
Lavei minh'alma cansada
E na prôa de um navio
Naveguei na madrugada

Na calma do horizonte
Descansei, o meu olhar
E junto da velha fonte
Eu passei para recordar

Ao longe, a velha nora
Onde em tempos morei
E recordei o que outrora
De lágrimas eu derramei

Passei bem junto ao jardim
Que em tempos, eu plantei
Sempre à procura de mim
Da procura, eu não achei

Pensei, o tempo passou
Isso não vou mais viver
Mas a dor me acordou
Só p'ra me fazer sofrer

E neste corpo que é meu
Eu procuro, já cansada
A criança, que cresceu
Amou, sonhou e sofreu
E se sente aprisionada.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O BOLO DO AMOR



Os ingredientes fui ver
Para comprar com rigor
Porque eu queria fazer
O bom bolinho do amor

Cansada daquela andança
E farta de os procurar
Encontrei uma criança
Que me quis, logo ajudar

Da boca deu-me um sorriso
Para eu juntar á alegria
Me disse que era preciso
Polvilhar com a magia

Com seus braçitos abertos
Me ofereceu, conpreensão
Dos sentidos mais despertos
Me alertou para a razão

Me disse entre sorrisos
Os sonhos, não esquecer
Porque eles são precisos
Para continuar a viver

Da luz dos seus lindos olhos
Me deu com brilho e calor
Ternura, meiguice aos molhos
Com muitas carradas de amor

Me disse, não tem validade
E vai estar sempre presente
Dissolve esperança, amizade
E leva ao forno bem quente

Quis dar, não quis dinheiro
Me pediu com muito ardor
Que antes de provar, primeiro
Eu desse ao mundo inteiro
A receita, do bolo do amor.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

FELIZ DIA DOS NAMORADOS COM MUITOS CARINHOS E UMA BELA SERENATA






Ó meu rico São Valentim
Onde estás, que te não vejo
Dá-me um namorado a mim
Máta-me agora, este desejo

Onde é que tu estás Valentim
Se t' atrasas, levas uma surra
Dá-me um namorado a mim
E um burro p'rá minha burra

De esperar um namorado
Até já estou, ficando preta
Podes trazer um acanhado
Um coxo ou um marreta

Onde é que anda o cupído
Tenho contas para ajustar
Pedi-lhe namorado atrevido
Deu-me um que só sabe rezar

Ó Valentim d'uma figa
Arranjaste uma coisa bela
Deste um coxo à rapariga
E um marreco à mãe dela

Destemido, muito amoroso
Assim quero um namorado
Se tem jeitos, é um jeitoso
Se não tem, anda curvado

É tarde, eu vou-me embora
Que o tempo está esgotado
Deixo-vos aqui, feito agora
Quadras feitas, não outrora
Á luz, dum candeeiro apagado

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O MEU JARDIM

Flores

Neste jardim do meu peito
Em tempos eu arranquei
Ervas daninhas, sem jeito
E lindas flores, eu plantei

Plantei lírios de ternura
Rosas vermelhas de amor
Cravos brancos de doçura
Amizades de todas as cores

Amores perfeitos, aos molhos
Regados de amor e perdão
Túlipas da cor dos teus olhos
Zínias da cor da emoção

Até guardei um jasmim
Que não tinha a minha idade
Esse faz parte de mim
E reguei-o com a saudade

Das papoilas fiz a brisa
Para os sonhos embalar
E da gota mais precisa
Eu fiz as ondas do mar

No cimo, em linha recta
Plantei, juntinho aos amores
Metáforas para os poetas
Arco íris para os pintores

Com o jardim todo em flor
Nelas, espalhei lembranças
Juntei, carinhos, muito amor
Para dar, a todas as crianças

Lá nasceram duas flores
Qual delas a mais querida
São elas, que dão as cores
Ao jardim da minha vida

E para vós, com amor
Eu vos ofereço de mim
A cada um, dou uma flor
Do meu modesto jardim.