FELIZ ANO NOVO MEUS AMIGOS


domingo, 22 de novembro de 2009

Á CHUVA





Cai a chuva na vidraça
Cai, desliza com pressa
Em cada nuvem que passa
Vai escorrendo com graça
Acaba e logo começa

Cai a chuva na vidraça
Vai caindo até mais não
E por fim a chuva passa
Bate o Sol na vidraça
E aquece o meu coração.

Ai a chuva, pobre dela
Que passa a vida a caír
Pode ficar com mazela
Ou partir uma costela
E depois não pode vir.

Coração tu estás triste
A verdade, quero saber
É a saudade que existe
Ou a chuva que persiste
E te faz entristecer.

Cai a chuva miudinha
Deixa meu rosto molhado
Negra aquela andorinha
Voltou à sua casinha
No beiral do meu telhado.

Ao cair assim brandinha
A chuva quando ela quer
Rega o pomar a hortinha
Refresca a cepa na vinha
E dá vida ao malmequer.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

TE ADORO





Hoje quero estar contigo
Ao de leve, ouvir tua voz
Seres meu porto d'abrigo
Juntinhos, estarmos sós

Quero ouvir-te murmurar
Teus segredos ao ouvido
Para enfim recuperar
O nosso tempo perdido

Fechar orgulho e com brio
Te abrir o meu coração
Sentir aquele arrepio
Quando me beijas a mão

Saber que após estes anos
Ainda te lembras de mim
Que não provocaste danos
Nem foste assim tão ruim

Que não ficaste sentido
Por eu não te visitar
Nem te sentiste perdido
Como barco a naufragar

Mas hoje é o nosso dia
E eu vou bem alto gritar
Quero a tua companhia
Te adoro querido MAR.

Nota- moro sensivelmente a 3km do mar e estive 7 anos sem o ver.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

EM DIA DE SÃO MARTINHO VAI À ADEGA E PROVA O VINHO.


Era esta a frase preferida do meu pai. Ribatejano convicto e dado ás tradições da terra, não passava um São Martinho sem ir à Golegã e provar o vinho. Carpinteiro de profissão a trabalhar na Golegã todo o ano, era nesta época do ano, que fazia de tudo ligado á profissão. Era dos poucos que sabia fazer carroças, charretes, as rodas das mesmas, todas em madeira, carros de mãos, etc...Tinha orgulho na profissão e na célebre escala 3,1416 matemática esta que era precisa para fazer os raios das carroças. Ultimamente já reformado este dia era sagrado para ele. Ia á Golegã à prova do vinho. No dia seguinte quando eu lhe dizia que sabia que ele tinha chegado a casa com um grãozinho na asa , só me dizia:- Informaram-te mal, eu só vinha um pouco perturbado!... E ria-se com aquele ar de maroto que eu tão bem conhecia. Então como dia de são Martinho aqui vai a minha homenagem ao Mira, ao São Martinho e a todos que gostem do bom vinho. Bem hajam

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

QUERO

Vida arisca e insolente
És feita de desenganos
No engodo faz-nos gente
P'ra nos tirar de repente
Aqueles que mais amamos

És cruel e vingativa
E zombas do verbo amar
Pregas-nos cada partida
Obrigas á despedida
Nem que acabe de chegar

Dás-nos sonhos, ilusões
Tens sempre algo á espera
Despertas nos corações
Reboliço de emoções
Saudades doce quimera

Meu coração sem guarida
É vela que não veleja
Estúpida, burra e ferida
Adjectivos que na vida
Me oferecem de bandeja

Quero sentir que viver
É felicidade e ternura
Que vida não é só perder
Chorar a dor e sofrer
E só sentir amargura

Quero dormir e acordar
Sem pesadelos medonhos
Quero rir, quero voar
As estrelas alcançar
E navegar nos meus sonhos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

VENDAVAL

Vendaval que em meu peito
Sossega este meu sentir
Se dormes comigo no leito
Sabes que não há outro jeito
Tu tens mesmo que partir

Deixa est'alma sossegada
Neste jardim de emoções
Se já vivo atormentada
Não digas sequer mais nada
Nem me cries mais ilusões

Não toques tal melodia
Nem entres em desvario
Porque estar nesta agonia
Sinto em minha nostalgia
Águas revoltas de um rio

Pedaços de alma fechada
Vão ler, tua linda poesia
No pó desta minha estrada
Deixo marcas na alvorada
Á porta de um novo dia

Inebriante eu entrei
No teu cais de mar sem sal
Senti-me amada e amei
Contigo então naveguei
Nas ondas do meu vendaval.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

NA PRIMAVERA DA VIDA


Hoje, dia 27 de Outubro é uma data que me marcou pela negativa. Faz hoje 17 anos que,ao tocar o telefone, eu ouvi a maior dor que se pode ter na vida. A perda de um filho. Esta é pois uma homenagem a alguém que, foi ceifada na Primavera da vida, com apenas 19 anos. Para vós meus tios, Artur e Evangelina, pela perda da única flor do vosso jardim, aqui vai a minha modesta homenagem com todo o meu amor, com todo o meu carinho. Esteja a Carla onde estiver, ela sabe, que deixou cá, quem a adorava. Peço desculpa de só agora o fazer, mas não o consegui mais cedo e até hoje, ainda me pergunto, como é que se pode brincar, com algo de tão precioso como é a vida. Tomo a liberdade de oferecer este poema, a todos os jardins que perderam as suas flores. Jamais devia acontecer. Com todo o meu carinho. Bem hajam

NA PRIMAVERA DA VIDA

Na Primavera da vida
Te ceifaram linda flôr
Te anteciparam partida
Não viveste o teu amor

Eras rosa de jardim
Que nem sequer deu botão
Lirio, cravo ou jasmim
Quimera doce ilusão

No canteiro eras raínha
Uma flor sempre querida
Mas veio uma erva daninha
Só p'ra te roubar a vida

Foste vestida de branco
De rosa e todas as cores
Até te deram um manto
De lágrimas regado a flores

E na tua despedida
Deixaste um rio de dôr
Na Primavera da vida
Te ceifaram linda flor.

Laura

domingo, 25 de outubro de 2009

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

UM BEIJO DE LUAR

Fui vêr o mar á noitinha
Estava lindo a bocejar
Fui de pedrinha em pedrinha
Enrolei-me numa ondinha
Com medo de o acordar

Em sonhos eu naveguei
Num barco de luz e cor
Coisas lindas eu sonhei
Até que o mar era rei
De ondas feitas de amor

Sonhei que era sempre dia
Não havia noite escura
A morte não existia
Só felicidade e magia
E nem sinal de amargura

Que a droga e a maldade
O sofrimento a ambição
Não tinham sequer validade
Nesse mundo de felicidade
Onde havia coração

Acordei, que noite bela!
Era sonho, estava luar
Olho através da janela
Qual Princípe a Cinderela
A lua me veio beijar.