FELIZ ANO NOVO MEUS AMIGOS


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O BOLO DO AMOR



Os ingredientes fui ver
Para comprar com rigor
Porque eu queria fazer
O bom bolinho do amor

Cansada daquela andança
E farta de os procurar
Encontrei uma criança
Que me quis, logo ajudar

Da boca deu-me um sorriso
Para eu juntar á alegria
Me disse que era preciso
Polvilhar com a magia

Com seus braçitos abertos
Me ofereceu, conpreensão
Dos sentidos mais despertos
Me alertou para a razão

Me disse entre sorrisos
Os sonhos, não esquecer
Porque eles são precisos
Para continuar a viver

Da luz dos seus lindos olhos
Me deu com brilho e calor
Ternura, meiguice aos molhos
Com muitas carradas de amor

Me disse, não tem validade
E vai estar sempre presente
Dissolve esperança, amizade
E leva ao forno bem quente

Quis dar, não quis dinheiro
Me pediu com muito ardor
Que antes de provar, primeiro
Eu desse ao mundo inteiro
A receita, do bolo do amor.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

FELIZ DIA DOS NAMORADOS COM MUITOS CARINHOS E UMA BELA SERENATA






Ó meu rico São Valentim
Onde estás, que te não vejo
Dá-me um namorado a mim
Máta-me agora, este desejo

Onde é que tu estás Valentim
Se t' atrasas, levas uma surra
Dá-me um namorado a mim
E um burro p'rá minha burra

De esperar um namorado
Até já estou, ficando preta
Podes trazer um acanhado
Um coxo ou um marreta

Onde é que anda o cupído
Tenho contas para ajustar
Pedi-lhe namorado atrevido
Deu-me um que só sabe rezar

Ó Valentim d'uma figa
Arranjaste uma coisa bela
Deste um coxo à rapariga
E um marreco à mãe dela

Destemido, muito amoroso
Assim quero um namorado
Se tem jeitos, é um jeitoso
Se não tem, anda curvado

É tarde, eu vou-me embora
Que o tempo está esgotado
Deixo-vos aqui, feito agora
Quadras feitas, não outrora
Á luz, dum candeeiro apagado

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O MEU JARDIM

Flores

Neste jardim do meu peito
Em tempos eu arranquei
Ervas daninhas, sem jeito
E lindas flores, eu plantei

Plantei lírios de ternura
Rosas vermelhas de amor
Cravos brancos de doçura
Amizades de todas as cores

Amores perfeitos, aos molhos
Regados de amor e perdão
Túlipas da cor dos teus olhos
Zínias da cor da emoção

Até guardei um jasmim
Que não tinha a minha idade
Esse faz parte de mim
E reguei-o com a saudade

Das papoilas fiz a brisa
Para os sonhos embalar
E da gota mais precisa
Eu fiz as ondas do mar

No cimo, em linha recta
Plantei, juntinho aos amores
Metáforas para os poetas
Arco íris para os pintores

Com o jardim todo em flor
Nelas, espalhei lembranças
Juntei, carinhos, muito amor
Para dar, a todas as crianças

Lá nasceram duas flores
Qual delas a mais querida
São elas, que dão as cores
Ao jardim da minha vida

E para vós, com amor
Eu vos ofereço de mim
A cada um, dou uma flor
Do meu modesto jardim.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O MAR E A MADRUGADA

Fadas

Bela rompe a madrugada
Com todo seu esplendor
Tráz consigo a alvorada
Na brisa desenha estrada
P'ra ir ter com seu amor

Caminha, lenta e serena
Diz longo adeus ao luar
Passa à ribeira pequena
Não pode parar, tem pena
Tem um encontro com o mar

Saltita feliz, da vida
Pensa, em se apressar
Não vá a lua atrevida
Pregar-lhe uma partida
E roubar-lhe o seu mar

Salta, beija-o, extasiada
Sente o sabor do seu sal
Se amam na bela alvorada
Se enleiam na onda amada
E se enrolam até ao areal

E em cada manhã, ela vem
Quer esteja ou não luar
Dois amores, sabe que tem
Com seu mar, deixou alguém
Mas volta para os visitar

Devagarinho em surdina
Vai abrandando o andar
Vem espreitar, a menina
A madrugada, pequenina
Que o mar está, a embalar.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

A MINHA JANELA

Meninas

Tenho a minha janela
Aberta de par em par
O Sol entra por ela
Nesta manhã tão bela
Para comigo dançar

Quero sentir seu calor
E quando ele me abraça
Sinto nas faces rubor
Como se fosse um amor
Da juventude que passa

Também quero, que o vento
Me venha aqui visitar
Tirar da brisa, seu alento
Ficar meigo, ternurento
Dar-me um beijo ao chegar

Mas se a lua acordar
Espreita-me à janela
Tem é que se agasalhar
Para não se constipar
Se o Sol passar por ela

E quando a noite chegar
Ás estrelas, quero dizer
P'ra me trazerem o mar
Com ondas feitas de luar
Para enfim, eu adormecer.

domingo, 10 de janeiro de 2010

OS SIGNOS DA LAURINHA.

Pois é meus amigos... isto de ser fim de ano e chegar certas datas que eu prefiro esquecer, faz com que o Alma Rude fique demasiado sério. Sendo assim eu resolvi postar as minhas previsões astrológicas para este ano e para o sexo masculino. Estas minhas previsões têm a vantagem de cada qual muda a história como quer e com o mês que quer. AH!... só se aceitam reclamações em prosa ou em verso e este estudo foi baseado em pessoas que conheço com o respectivo signo. Se porventura quiserem no feminino... também se arranja. Então lá vai. Bem Hajam.

O homem que nasce em Janeiro
Escrito na mão já tráz
Gastou o ano inteiro
Não é rico em dinheiro
Mas é um rico rapaz.

O de Fevereiro é lento
Seja de noite ou de dia
Da boca não sai lamento
Consegue adoçar o vento
É o rei da calmaria

O de Março, esse então
Define-se pelo bom gosto
Sempre enérgico e refilão
Até tem bom coração
Está sempre bem disposto.

Se nasceram em Abril, é vê-los
Ninguém aguenta a parada
Fazem de tudo novelos
Falam pelos cotovelos
Ou então não dizem nada.

O de Maio pobre coitado
Nunca sabe o que é quer
Só quando olha pró lado
Se lembra, atrapalhado
Que não levou a mulher.

O de Junho esse eu sei
Tráz a paródia na mão
Tristeza ali não tem lei
De todos eles é o rei
Da boa disposição.

O de Julho não tem meta
É forreta até fartar
Não anda de camioneta
Vai sempre de bicicleta
Pró dinheiro não gastar.

O de Agosto podem crer
Torna-se um pouco infeliz
Não gosta sequer de comer
Em vez de vinho beber
Bebe água do chafariz.

O de Setembro é alguém
Que em todos quer mandar
Presunção ele até tem
Não olha sequer p'ra ninguém
Convencido até fartar.

O de Outubro esse então
Só pensa em trabalhar
Rapaz de bom coração
Não gasta sequer um tostão
P'ra mulher poder gastar.

O de Novembro é pacato
Nunca causa reboliço
Não entra em aparato
Ele não parte um prato
E depois parte o serviço.

O de Dezembro à partida
É um artista de talento
Com pincel, ele pinta a vida
O mar, o Sol sem guarida
O sonho e até o vento.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

SEM TRISTEZAS E COM ALEGRIAS, QUE VENHA ENTÃO O NATAL E O SEJA TODOS OS DIAS.


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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

TEUS OLHOS


Dedico estes meus versos à minha filhóta com muito amor. Quanto aos olhos mudarem de cor é mesmo verdade. Beijócas coração.

Teus olhos amendoados
São a minha perdição
Deixam meus olhos molhados
De tanto amor, extasiados
E melam o meu coração

Quando estão ao pé do mar
Teus olhos mudam de cor
Têm um segredo guardado
Talvez num barco ancorado
Onde vais com o teu amor

Mas se te ris, eles são
Estrelas belas cintilantes
Até quando há um senão
Eles mudam de expressão
Ficam enormes distantes

Se há gargalhada á mistura
Ficam travessos, marotos
Deixam de lado a ternura
E mostram a diabrura
Como se fossem garotos

E nesse teu belo olhar
Que importa qual a cor
Serão verdes cor do mar
Brilhantes como o luar
E lindos como o amor.